Sandrices

Um universo de idéias e trapalhadas de Sandra! Tem algo a dizer? É só clicar



17.5.09


Mulher de fases


Quem me conhece sabe que eu sou atrapalhada.
Se há uma quina, é meio inevitável eu não perceber que alguma parte de mim vai esbarrar.
Deixo as coisas cairem das minhas mãos sem querer, não sou boa em arremessar coisas ou em pegar coisas arremessadas, não brinque disso comigo, porque vai cair e quebrar.
Sou assim desde pequena, em uma única noite de Natal quebrei 5 copos de cristal da minha tia (que foi uma santa: Tudo bem, filhinha, essas coisas acontecem...). A ponto de na minha família se alguém fizer algo atrapalhado chamarem de sandrice. Já vem você fazendo sandrice... tira isso daí antes de alguém fazer alguma sandrice... era bem assim...
Essas coisas acontecem com todo mundo, só que acontecem muito mais comigo.
Como toda pessoa que quer conviver em uma sociedade que tem quinas, coisas que quebram, penduradas e etc, sem viver machucada ou dando e tomando prejuízo constantemente, passei a tomar muito cuidado. Coisas que são simples pras pessoas, que ninguém nem percebe, eu presto atenção e mudo a maneira de agir. Nunca arremesso nada, nem me preparo para pegar, ando até a pessoa. Bora gastar as pernocas! Não tento fazer nenhum tipo de malabarismo com as coisas que quebram, como pegar vários copos na mão, só tiro do apoio se estiver seguro nas minhas mãos. Observo os lugares antes de me locomover. Evito andar no escuro dentro de casa, pra não bater tanto nas quinas, ainda que eu conheça minha casa muito bem... enfim... até que eu passo bem assim.
MAS quando tudo transtorna, eu caio. Dessa vez, a fase que acaba de acabar pra mim me rendeu um tombo por semana, desde o carnaval, ralados e roxos por todo o corpo, nada grave.
O primeiro foi atravessando uma rua, torci o pé e só não caí no chão porque segurei na pessoa que me acompanhava. Fiquei com um sangue pisado na ponta do dedão do pé direito por quase um mês.
O mais engraçado foi quando caí de quatro na Al. Santos ao meio dia e meia, lotada pra hora do almoço... que vergonha... Eu caí na calçada em frente ao hotel perto da praça, na calçada bem perto da rua, ou seja, dos dois lados da rua causei furor... eu não sabia se eu ria, se eu me lamentava ou se eu cavava um buraco pra me esconder... Optei por rir e me lamentar... Meu amigo me ajudou... a me lamentar e a rir... Saí com os dois joelhos roxos e ralados, uma palma ralada e a outra doloridíssima.
O último foi suave nem caí só torci o pé num degrau mais alto que os outros da escada de uma casa, descendo, uma mão amiga me segurou. Como era cimentado ralei o peito do pé.
Ainda não sarou de tudo, mas a casquinha já caiu, já faz mais de uma semana E a vibe mudou...
Chega de cair, chega de sofrer. Acabou a fase.
Hora de levantar.
Agora é curtir, continuar e planejar, sempre com muita alegria.
Porque eu mereço ser feliz.
Que delícia viver!...

postado por: Sandra 15:29


11.5.09


PÁRA DE SER LOUCA, SANDRA!!!


Todo mundo julga todo mundo.
Cada um é juiz de tudo e de todos.
Claro que cada um aplica julgamentos diferentes dependendo do quanto e como o afeta.
É difícil ser justo.
Nem todo mundo quer ser justo.
É muito mais fácil ser vítima.
Mais fácil não é melhor.
Eu decidi não ser vítima.
Há muito tempo.
E virei alvo contínuo, livre e direto.
Nunca tinha me atingido.
Atingiu, doeu e quase derrubou.
Mas eu sou RESILIENTE.
E sobrevivi.
Comecei a me sentir mal pelo julgamento dos outros.
A desacreditar de mim, a morrer.
A abrir mão dos meus desejos, a abrir mão de sentir e viver.
Me deixei levar pela maldade alheia.
E quando fui dividir com uma amiga ouvi que eu estava louca.
E a ficha caiu.
Perdeu, neguinho.
Perdeu, neguinha.
Não adianta desdenhar, porque quem desdenha quer comprar.
Tá com inveja?
Tira o zóio e vai viver!

Sai que esse corpo não te pertence!
Chuta que é macumba!!!

postado por: Sandra 19:48


6.5.09


O INESPERADO ATUANTE


Descobri que o inesperado atua em minha vida de maneiras diversas.

No pior momento, quem me estendeu a mão amiga, me aceitou e me acolheu foi uma das pessoas que mais me feriu no passado, das que mais amei e amo.
Na hora da solidão, da falta de carinho, quem me abraçou e me amou foi uma pessoa que parecia nem me ver realmente.
Quando entrei em um vazio, a pessoa mais improvável e menos indicada apareceu e persistiu até despertar o sentimento mútuo, abafado e contido desde sempre.
Quando precisei reaprender a sonhar, recebi um apoio imenso, inesperado e bem vindo, de alguém tão distante e tão próximo.
Quando me vejo perdida, anjos anônimos, visíveis e invisíveis, me guiam até meu destino.
Mesmo quando tudo parece dar errado, algo maravilhoso me espera no fim do túnel, nem que eu tenha que observar bem para ver.

O inesperado atua na minha vida.
De uma maneira maravilhosa.
Basta acreditar, confiar e deixar rolar...

postado por: Sandra 15:38




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