Mulher de fases
Quem me conhece sabe que eu sou atrapalhada.
Se há uma quina, é meio inevitável eu não perceber que alguma parte de mim vai esbarrar.
Deixo as coisas cairem das minhas mãos sem querer, não sou boa em arremessar coisas ou em pegar coisas arremessadas, não brinque disso comigo, porque vai cair e quebrar.
Sou assim desde pequena, em uma única noite de Natal quebrei 5 copos de cristal da minha tia (que foi uma santa: Tudo bem, filhinha, essas coisas acontecem...). A ponto de na minha família se alguém fizer algo atrapalhado chamarem de sandrice. Já vem você fazendo sandrice... tira isso daí antes de alguém fazer alguma sandrice... era bem assim...
Essas coisas acontecem com todo mundo, só que acontecem muito mais comigo.
Como toda pessoa que quer conviver em uma sociedade que tem quinas, coisas que quebram, penduradas e etc, sem viver machucada ou dando e tomando prejuízo constantemente, passei a tomar muito cuidado. Coisas que são simples pras pessoas, que ninguém nem percebe, eu presto atenção e mudo a maneira de agir. Nunca arremesso nada, nem me preparo para pegar, ando até a pessoa. Bora gastar as pernocas! Não tento fazer nenhum tipo de malabarismo com as coisas que quebram, como pegar vários copos na mão, só tiro do apoio se estiver seguro nas minhas mãos. Observo os lugares antes de me locomover. Evito andar no escuro dentro de casa, pra não bater tanto nas quinas, ainda que eu conheça minha casa muito bem... enfim... até que eu passo bem assim.
MAS quando tudo transtorna, eu caio. Dessa vez, a fase que acaba de acabar pra mim me rendeu um tombo por semana, desde o carnaval, ralados e roxos por todo o corpo, nada grave.
O primeiro foi atravessando uma rua, torci o pé e só não caí no chão porque segurei na pessoa que me acompanhava. Fiquei com um sangue pisado na ponta do dedão do pé direito por quase um mês.
O mais engraçado foi quando caí de quatro na Al. Santos ao meio dia e meia, lotada pra hora do almoço... que vergonha... Eu caí na calçada em frente ao hotel perto da praça, na calçada bem perto da rua, ou seja, dos dois lados da rua causei furor... eu não sabia se eu ria, se eu me lamentava ou se eu cavava um buraco pra me esconder... Optei por rir e me lamentar... Meu amigo me ajudou... a me lamentar e a rir... Saí com os dois joelhos roxos e ralados, uma palma ralada e a outra doloridíssima.
O último foi suave nem caí só torci o pé num degrau mais alto que os outros da escada de uma casa, descendo, uma mão amiga me segurou. Como era cimentado ralei o peito do pé.
Ainda não sarou de tudo, mas a casquinha já caiu, já faz mais de uma semana E a vibe mudou...
Chega de cair, chega de sofrer. Acabou a fase.
Hora de levantar.
Agora é curtir, continuar e planejar, sempre com muita alegria.
Porque eu mereço ser feliz.
Que delícia viver!...
postado por: Sandra 15:29