Trânsito
Viajei para o Rio e para Vitória, mas desta vez aluguei um carro em cada uma das cidades.
Para quem pensa que congestionamento é exclusividade da cidade de São Paulo, afirmo que está muito enganado. Existe congestionamento em toda e qualquer cidade, o que muda é a proporção.
Em Vitória peguei um congestionamento de 10 minutos, em Vila Velha de 5, mas no Rio foi bem pior. Começa que eu me perdi. E se perder numa cidade que você não conhece é uma coisa terrível. As placas não ajudam e chega uma hora que dá vontade de parar e chorar. Se bem que eu ando calejada e não entro mais em desespero total. Fico num estado semi-desesperado o tempo todo e acaba que eu chego nos lugares.
Peço indicações para mulheres, velhos, taxistas e funcionários, seja do posto, da banca ou da lanchonete, escolho pra quem pedir. Geralmente acerto, porque as pessoas sempre me deram as indicações corretas até hoje.
Mas peguei congestionamento, uma vez devido, porque era no meu caminho, de uns 15 minutos e outra vez à toa, perdida mesmo indo pro lado errado inclusive, de uns 20 minutos.
Se fosse no Pontal, brisa do mar, linda vista, na Barra ou na Zona Sul, perto da praia, eu nem ligaria. Se estivesse de táxi, eu nem ligaria. Gosto até de observar o local, as construções, as pessoas, as coisas, as placas e tudo o mais até mesmo pra guardar de referência. Mas dirigindo, na Zona Norte, depois de uma chuvarada que deixou toda a região com terra e areia no chão, com cor de deserto, ruas esburacadas e um calor fenomenal, definitivamente não foi legal.
Uma coisa que me deixou perplexa, embora eu já soubesse, é que ninguém respeita sinal vermelho no Rio de Janeiro. Impressionante. Acontece na Barra e na Zona Sul, mas é menos ofensivo. Na Zona Norte, é uma coisa de louco. Parei em um sinal vermelho e veio um Uno dando farol e buzinando desde lá de trás, muito antes de chegar perto do carro, para que eu passasse o farol ou saísse da frente. Passei o farol e saí da frente...
Não que eu ache que no Rio é pior que em São Paulo, não é. É diferente, e, de certa forma, bem melhor que aqui, mais fluido e mais rápido, do jeito que eu gosto.
Me perdi mais uma vez voltando pro aeroporto. Ia pro Galeão, errei o sentido, sabia que estava errada, mas fiquei com medo de sair da pista e me perder mais ainda sem conseguir retornar, então segui até um retorno seguro, prestando atenção se a pista de volta continuava. Acabei saindo na Lagoa Rodrigo de Freitas. Retornei por lá, era pouco antes do pôr-do-sol e entre o medo de me perder ainda mais e a vontade de assistir ao espetáculo em Copacabana, o medo prevaleceu e fui diretamente pro aeroporto. Uma pena.
Já em Vila Velha (que é ali do lado de Vitória, basta cruzar uma das pontes) e em Vitória fiquei impressionada ao contrário. Embora o trânsito também seja rápido e fluido, com bem menos carros do que aqui ou no Rio, as pessoas respeitam demais os semáforos. Impressionante. Sabe aquela faixa de limite antes das faixas para o pedestre passar? Ninguém encosta naquela faixa. Dá até gosto. Mas em Vitória e Vila Velha tem congestionamento também. Principalmente no fim do dia, de sexta feira, cruzando de uma cidade a outra. Que foi exatamente quando eu passei por ali... É bem menos, tudo ínfimo em relação ao habitual daqui de São Paulo, mas as pessoas também se estressam e isso é até engraçado de tão bobo, porque é bem rápido, nem chega a cansar.
Quanto mais viajo, mais gosto daquela região. De volta a São Paulo, fico com mais vontade ainda de ir morar por lá. Vitória é uma capital e tem de tudo. Não como aqui, eu sei, não há a mesma diversidade, mas tem. Vila Velha é tão tranqüila, tem bairros que ainda nem estão no mapa.
Tanto mar. Tanto mar. Ai ai ai...
postado por: Sandra 17:48