Sandrices

EM MANUTENÇÃO. Reclamações deverão ser dirigidas ao SAC



25.11.05


Flor do dia


Meu amor trouxe pra casa uma planta achada na rua. Naquela noite, reparamos que a planta tinha alguns botões fechados.
No dia seguinte, saímos cedo e nem reparei na planta. De noite, haviam mais botões, porém nenhuma flor.
No final de semana, percebemos que as flores abrem durante o dia, mas no final da tarde, fecham e morrem. Todos os dias nascem novas flores. E todas as noites estas flores morrem.
Estou colocando algumas fotos aqui para dividir (ou pelo menos tentar) um pouco da beleza da flor do dia (*)...


Esta foto foi tirada de dia, reparem que há uma flor no último galho abaixo.


Já esta foto foi tirada na mesma noite. Todas as flores se fecharam.


Esta foi tirada no dia seguinte. Reparem que a flor do último galho já morreu...

Tão bonito e tão efêmero!...

P.S.:Se alguém souber o nomes deta flor, me avisa... como eu não sei, batizei de flor do dia!

postado por: Sandra 15:59


17.11.05


Caseiro é fogo!


Todo mundo diz que o problema de ter chácara ou sítio é o caseiro, e descobrimos na prática que é verdade.
Quando compramos o sítio, "herdamos" um casal de caseiros que morava lá, tipo pacote completo. O combinado foi o caseiro trabalhar e ganhar salário e cesta básica e a caseira cuidar da casa quando fossemos pra lá por uma ajudinha.
Fato é que o caseiro era um pinguço. Trabalhar que é bom, nada, mas beber era com ele mesmo. Cada coisa que ele fazia demorava meses. Manter o sítio? Nem o quintal da casa... Contratamos pessoas para limpar tudo mais efetivamente, porém passado pouco tempo, por falta de cuidado, o mato tomou tudo de novo.
Há exatos um ano e seis meses, a caseira ficou grávida. Enquanto ela estava grávida, tudo bem, todo mundo trabalhando igual (pouco igual, mas alguma coisa era feita). Acontece que o bebê nasceu prematuro (com seis meses de gestação) e a caseira teve que ficar longe do sítio por alguns meses. O caseiro parou de fazer qualquer coisa e se afundou na pinga.
Quando a caseira voltou pra casa, o marido na pingaiada, ela reclamando e se doando inteiramente pro bebê, começaram as brigas. Ela chegou a apanhar algumas vezes até. E depois também ela se afundou na pinga. O bebê mamando, inchado de tanto beber leite pingaiado. Mó dó.
E o sítio lá, abandonado.
Me casei em março deste ano. Antes de casar, fomos pro sítio no final do ano passado, num sábado. Quando chegamos lá, encontramos o caseiro com 3 rapazes tomando pinga e pescando. Os rapazes vieram para retirar uma grande árvore que ficava na frente da casa, mas o caseiro falou que de sábado ninguém trabalhava por lá, só tomava pinga. Encheram a cara, comeram peixes e se foram. Na semana seguinte, durante a semana, veio apenas um rapaz arrancar a tal da árvore junto com o caseiro bêbado. Conclusão: a árvore caiu em cima da casa e destruiu parte do telhado da varanda... um desgosto só!
Depois disso, também por causa da correria do casório e da vida de recém casada, mas principalmente por desgosto fiquei até pouco tempo atrás sem ir ao sítio.
É difícil dispensar um homem com mulher e filho. É desumano. Não dava. Por maior que fosse a sua incompetência, ficamos numa situação péssima.
Só que a gente esquece que uma mão lá em cima ajuda a gente a realizar nossos sonhos e o sítio é um sonho tanto pra mim quanto pro meu pai. Passados alguns meses, tipo agosto, meus pais foram para lá e como a caseira estava cuidando do filhoe não ajudou minha mãe, tb não recebeu e ficou possessa. O caseiro, por sua vez, começou a arrumar motivos pra sair de lá, coisas que não haviam sido combinadas. Eles acharam que ficaríamos super infelizes com sua saída, que estávamos apegados demais ao menino (que, por sinal, eu tinha visto uma vez até aquele momento), que correríamos desesperados atrás dele e pagaríamos quanto ele quisesse pra que ficasse. Porém, ao contrário do que ele esperava, meu pai aceitou prontamente sua saída, aliviado, e rapidamente arrumou um novo caseiro para ocupar o seu lugar.
Voltei a ir ao sítio. O novo caseiro, o Zeca, gosta de plantar. Caseiro não tem que trabalhar muito. É um trabalho pesado, nem dá pra trabalhar demais. Mas tem que trabalhar todo dia. Como eu e você. E descansar aos finais de semana, como eu e você. E é isso que ele tem feito. Nem vou falar bem, pra não urucar, mas tem trabalhado e mantido o sítio bem melhor do que estava, o que já está de bom tamanho.
Tem roça de milho, banananeiras, pé de jaca e planta de amendoim (*). Tudo novo, tudo crescendo, bonito.
As cachorras do canil voltaram para lá, gostam do Zeca e ele sabe cuidar, pelo menos mantendo o canil limpo (coisa que não tínhamos conseguido antes com o outro caseiro) e alimentando-as direito.
O rio continua correndo limpo e a água mineral é uma das coisas mais gostosas de se beber. A pele fica boa depois do banho e o cabelo brilhando, com vida. Respirar o ar de lá é purificação, de tanto verde e umidade. Eu, paulistana e fumante, quase engasgo com tanto oxigênio... delícia! Pássaros vem de manhã nos acordar. É um cantinho do paraíso...

* Você sabia?
O amendoim é uma leguminosa com processo especial de frutificação, denominado geocarpia, em que uma flor aérea, após ser fecundada, produz um fruto subterrâneo.
Não sabia?
Sandrice também é cultura!

postado por: Sandra 12:20


10.11.05


Atualidades


Ontem à noite, vi uma reportagem na tv sobre um carregamento ilegal de armas e munição que foi interceptado pela polícia federal.
As armas eram roubadas da polícia civil por membros da polícia militar. Era uma quadrilha que comercializava ilegalmente no Rio e em São Paulo.
Apareceram rostos chocados com o fato da polícia fornecer armas para os bandidos.
Ha ha ha. E isso era novidade pra quem mesmo???

postado por: Sandra 17:41


7.11.05


A SAGA DOS BICHOS ESCROTOS
Parte 3 - Vermes na Cama


Era um domingo à noite e eu fui levar minha amiga Apocalíptica em casa, depois de uma sessão de dvd enquanto meu amor ficou em casa, dormindo.
Cheguei em casa, troquei de roupa, fui ao banheiro, me aprontei toda pra nanar. Quando chego na cama, vejo um monte de coisinhas pretas sobre ela. A princípio, achei que eram pedrinhas que costumam cair do forro quando venta muito. Fui bater e o troço se enroscou. Olhei mais de perto e eram umas larvinhas nojentas, oriundas da decomposição de ratos mortos sobre a minha cabeça...
Nossa, que nojo! Na hora que vi os verminhos no meu lado da cama e meu amor dormindo ali, comecei a procurar pra ver se algum havia caído sobre ele. Impressionante: só havia vermes do meu lado da cama, nenhum nem próximo a ele.
Acordei meu marido, limpamos a cama e, no cansaço, dormimos ambos do lado dele da cama.
De manhã, do meu lado da cama, estava novamente cheio de vermes e eles formavam dois desenhos parecidos com elipses na cama. Concluí que havia não um, mas dois ratos mortos sobre o meu lado da cama... (depois as pessoas acham que eu sou cismada e penso que as coisas acontecem mais comigo do que com as demais... mas não é que é!)
Chega a ser irônico: tanto trabalho para acabar com os ratos somente pra ter que se deparar com bichos mais escrotos e mais nojentos ainda!!!
Essa foi a pior parte. Caíram vermes do forro somente na segunda, depois parou, mas durante umas duas semanas, toda vez que eu chegava em casa ficava com muito nojo, não conseguia comer direito, nem dormir. Óbvio que nos instalamos na sala que não tem nenhum buraquinho no forro, nem cai nada. E estamos colando papel de seda no forro do quarto, pra depois pintar, pq assim não tem a menor chance de passarmos por isso novamente.
Foi nojento! Alguns dias depois, achei um verme seco no chão do quarto e, curiosa e burra, peguei um papel e explodi o troço... que nojo!!! mas daí descobri que eles estavam secando e morrendo. E deduzi que isso deveria estar acontecendo no forro também...
Aí, só restou uma dúvida: é isso que acontece com os vermes quando eles acabam de decompor algo morto? Secam e morrem? eu não sei... mas tomara!

postado por: Sandra 15:30


5.11.05


A SAGA DOS BICHOS ESCROTOS
Parte 2 - Ratos no Forro


Passadas umas duas semanas do incidente na cozinha, estava eu na sala, quando ouvi um barulho no forro. Parecia um bicho se mexendo, andando. Comentei com meu marido, mas ele não acreditou que fosse nada, só minha imaginação.
No dia seguinte, ouvi novamente e novamente meu marido não acreditou. Na mesma noite, mais tarde, eu e os cachorros ouvimos um barulho mais forte, porém meu marido ainda não acreditou que havia algo no forro. Até que ele também ouviu...
Dá arrepios saber que existe um ou mais ratos, talvez uma ninhada, sobre a sua cabeça...
Um ou dois dias depois, meu amor colocou um primeiro veneno no forro. Nada. Ainda sentia arrepios ouvindo a festa rolando no forro. Dormir? Quem precisa disso? Cada vez que eu ouvia os passitos no forro, acordava arrepiada.
Como não resolveu, dois dias depois meu marido colocou um segundo tipo de veneno, para forros, que segundo o que dizia na embalagem, matava e secava o rato maledeto.
Naquela noite, ainda ouvia-se barulho no forro.
Na noite seguinte, silêncio!
Não dá pra imaginar a alegria que fiquei! Enfim, livre dos ratos! Mal sabia eu que o pior ainda estava por vir...

postado por: Sandra 13:16




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