EM MANUTENÇÃO.
Reclamações deverão ser dirigidas ao
SAC
27.7.05
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Infelizmente, surpreendente!
Hoje aconteceu uma coisa surpreendente, embora muito muito chata. Uma amiga que mora no exterior e tem um blog, escreveu um post dizendo da merda que está rolando no Brasil. Estava indignada e terminava o texto dizendo que seu marido (que é estrangeiro) não ligava pro que acontecia no Brasil e perguntando se algum dia ela também conseguiria não ligar mais. Comentei dizendo que não dá pra não se importar, terra natal é que nem mãe, boa ou ruim, é aquela e ponto. E que mesmo com dupla nacionalidade, ela não deixaria de ser brasileira.
Passaram alguns dias e uma outra amiga também comentou, dizendo que mesmo com todos os problemas amava o Brasil e que já sabia da postura da que se mudou, tanto é que se mudou... e dizendo também que ela sempre havia criticado o Brasil. E que ela estava tomando a mesma postura dos estrangeiros.
Até aí, tudo bem.
Hoje, fui dar uma olhada na página da minha amiga tão distante pra saber como vão as coisas com ela. Me deparo com um post agressivo, dizendo que ela não foi compreendida. E pixando ainda mais o Brasil, numa postura de "eu é que fiz bem, vcs estão na merda e ainda falam em defesa do que é ruim", e citando um monte de coisas que ela acha ruim no Brasil, que eu não discordo em uma vírgula por sinal. Além disso, ela citava a frase: Brasil, ame-o ou deixe-o e disse que tinha feito sua opção. Dizia também que não se importava caso as pessoas não gostassem do que ela tinha escrito. Além de dizer que suas amigas brasileiras tinham dito que ela estava cuspindo na pátria mãe... EU NÃO DISSE ISSO!!!
Na hora, senti um calor no peito e comentei. Comentei que quem fala o que quer ouve o que não quer e entre as coisas que comentei (pouco tempo de eleições diretas, o processo de amadurecimento da nossa democracia, 99% da população sem curso suprior, grande parte disso de analfabetos, falta de consciência do poder do voto), incluí um comentário sobre o fato da vida dela aqui ser muito mais produtiva e com futuro do que lá, mesmo que a qualidade de vida por lá seja enormemente melhor.
E agora... ela não quer mais falar comigo!!! Apagou meus comentários (que viraram 4, conforme eu lia o que estava escrito e pensava sobre o que eu tinha escrito) e me repudiou via messenger, além de "bater o messenger na minha cara"!
Taí, quem fala o que quer, ouve o que não quer MESMO... Pelo visto, ela ouviu o que não queria... e não gostou nem um pouquinho...
Espero que esse stress passe. A impressão que tenho é que quem desdenha quer comprar... será que ela está insatisfeita num outro país mesmo com uma melhor qualidade de vida e não tem coragem de assumir que bom mesmo é aqui, na casa da gente, mesmo com problemas políticos ou econômicos, mesmo vivendo em constantes crises? Ou será que ela está se achando estrangeira e esquecendo a dor e a delícia de ser quem ela é? Porque nenhum dos comentários do primeiro post tinham qualquer força para causar tamanha agressividade... só lendo pra crer...
Tô chocada!...
postado por: Sandra 15:24
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Idiota!
Ultimamente, tenho me sentido uma idiota. Nossa, como tenho sido feita de palhaça nesta fase. Nunca engoli tanto sapo quanto nos últimos tempos... o vírtua, as pessoas com quem tenho contato nas obras, até meu marido, todo mundo tem me feito de tonta ultimamente.
Nunca esperei tanto para ser atendida... não tinha paciência e estou sendo obrigada a aprender esta virtude. Haja saco. E o pior de tudo é quando as coisas acabam, dá pra sentir que a palhaça da história fui eu, sempre sou eu.
Um dia desses, meu marido me deixou falando sozinha. É, falando sozinha. Comecei a falar e ele estava lá, me olhando, desviei o olhar e continuei falando. Quando pedi uma opinião, ele simplesmente não estava mais lá. Eu tinha monologado sozinha. Fiquei possessa. Falei um monte, ouvi uma porção de desculpas e acabou que eu me sinto mesmo uma tonta que fica falando sozinha...
Estou achando que é assim mesmo, nesta vida a palhaça sempre sou eu. Riam. E o pior: estou começando a me conformar...
tsc, tsc...
"Eu perco pra malandro , perco pra ladrão
Perco pra espertinhos e espertões
Perco na transação bancária, nos juros
Na Taxa diária
Ah , mas na sabedoria é que eu ganho de vocês
Essa ninguém me tira."
Raul Seixas
postado por: Sandra 10:57
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23.7.05
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Questões de casal
Esses dias vi ou ouvi um causo, na verdade não lembro direito como foi, mas uma parte de toda a história me marcou. Uma mulher reclamava de algo para o marido, que escutava, escutava até que perguntou, quase indignado:
- E o que eu posso fazer pra te ajudar nesta situação?
Ao que a mulher respondeu:
- A única coisa que você pode fazer é reclamar comigo, oras...
Me identifiquei com essa mulher e com todas as mulheres. Na maioria das vezes, as mulheres reclamam para receber apenas compreensão e dividir sua indignação. Homens só reclamam em busca de soluções. Somos tão diferentes... e isso é tão bom!
postado por: Sandra 15:28
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19.7.05
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Uma noite dessas, mal tinha cochilado, tive um daqueles sonhos que parecem de verdade, em que você sente cheiro, vê cores e distingue as formas como se estivesse de olhos abertos.
No meu sonho, uma senhora de uns 65 a 70 anos entrava pelo portão da casa que alugamos. Eu estava no quintal, bem perto da casa e a mulher estava abrindo o portão lá na frente e entrando. Eu a olhei assustada e ela também pareceu estranhar minha presença.
Acordei num pulo com o coração na mão. Como se alguém estivesse realmente entrando em casa. Uma antiga moradora, talvez.
Não fiquei com medo da casa, mas fiquei pensando nas histórias que ela pode conter... é uma casa tão antiga, deve ter uns 40, 50 anos... quantas pessoas já podem ter morado nela, quantas histórias já se desenrolaram... uuuuuuuuiiiiii....
postado por: Sandra 10:42
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18.7.05
12.7.05
11.7.05
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Quem diria...
Na minha casa, dentre eu e meus irmãos, sempre fui a gastona. Nunca fui de muito economizar, sempre gostei de gastar e curtir, se possível gastar curtindo e sempre guardei um pouquinho do que sobrava de tanta curtição, porque ninguém consegue negar o sangue e por aqui corre também sangue sírio.
Pois bem, agora casada, eu sou a controlada e meu marido é o gastão. Já venho reclamando com ele há algum tempo, que precisamos economizar, que temos muitas contas e o dinheiro ainda precisa sobrar para os compromissos de final de ano (licenciamento de carro, multas - ele tem várias - e contratempos). Mas não adianta, todo dia ele chega com alguma novidade em casa e no final do mês da grana que ele recebe sobra neca de pitibiriba pra guardar. Venho brincando que ando com alergia da palavra comprar...
Sábado, chega ele do serviço com mais uma novidade: um presente para mim! Coisa fofa: uma latinha, com um pequeno frasco de perfume e um cachorrinho com imã nas patas. O perfume é francês e chama-se "Oh, my dog!" e é uma novidade por estas bandas. Foi desenvolvido para pele de bebê e pode ser usado inclusive no cachorrinho de estimação. No caso, quem vai usar o perfume sou euzinha mesmo (au-au!). Existe uma outra linha chamada "Oh, my cat" desenvolvida para aqueles que possuem gatos como animal de estimação, mas só tem o perfume, nada de latinha com gatinho.
Como reclamar que ele é gastão se o presente com o qual ele gastou uma grana que deveria ter economizado foi pra mim?
Oh, my God...
postado por: Sandra 16:49
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2.7.05
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Pra não dizer que não falei de flores...
Sexta feira, fui novamente a Santana, resolver a pendência da obra de quinta.
Na volta, também peguei trânsito, apesar de ter saído bem mais cedo da obra, tipo umas 16:00h. Na sexa-feira, a cidade dá uma travada com todas as pessoas saindo mais cedo dos seus serviços para viajar ou badalar. Mas foi menos de uma hora e meia e até que eu coloquei a segunda algumas vezes pelo caminho.
Estava eu lá, no meio da Av. 23 de Maio, aquele trânsito. Nesta avenida ficam alguns ambulantes vendendo amendoim esquentado numas latas, no canteiro central. E estou eu naquele anda e pára, quando meu carro parou bem em frente a um desses vendedores. A única coisa que reparei nele, é que tinha olhos verdes. Bom, parei bem em frente ao cara. Ele estava quase no meu carro, de frente pra mim. Eu poderia ignorá-lo e virar a cara, mas não gosto disso. Usei a educação que minha mãe me deu e disse:
- Oi, tudo bom?
- Tudo bem, e você? - ele respondeu.
- Eu tô bem, mas esse trânsito... tá punk!
- Pois é... gosta de amendoim?
Sorri. Tinha alguns reais, mas precisava comprar cigarro e nem iria gastar o dinheiro do vício com amendoim (que frase feia! credo! ai, de mim...).
- Gosto, mas não quero. Obrigada. - respondi, sorrindo.
- Por quê?
- Porque estou pobre.
O cara pegou um saquinho que estava encostado na lata, ou seja, o mais quentinho, e me entregou, dizendo:
- Toma. Um outro dia você me paga. Pelo menos assim o trânsito fica mais leve pra você.
- Poxa, eu não posso aceitar... eu... eu...
Nessas, o trânsito andou um pouco. Olhei pra frente, ele também. Olhou pra mim e sorriu, respondendo:
- Vai, vai... olha o trânsito. Vai comendo amendoim que é melhor!
- Poxa, obrigada... que gracinha... não precisava... nem sei o que dizer... poxa... por quê?
- Vai, vai lá... até a próxima!
E eu fui. E fiquei feliz! Acho que ele me deu o amendoim porque eu fui educada e o cumprimentei, mas não tenho certeza. Será?
Sei lá...
postado por: Sandra 13:04
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Trânsito infernal!
Nesta semana começou novamente a maratona de obras. As de São Paulo estão vistoriadas e segunda e terça estou correndo as do Rio de Janeiro, que deve continuar lindo, como sempre.
Quinta agora, fui pra Santana. Moro na Zona Sul, fui pra Zona Norte, portanto tive que atravessar a cidade. Na ida, tudo bem, cheguei lá perto de 16:00h. Corri a obra, acabou ficando uma pendência, e saí de lá 17:30h, o pior horário, do pior rush da cidade de São Paulo.
Cheguei em casa depois de 19:30h. Duas horas num trânsito infernal, com muita buzina e muitos carros, por todos os lados. Sem som no carro (pq qdo tem som eu canto um monte, que nem louca mesmo - tô nem aí!), sem poder fazer nada além de colocar a primeira e tirar a primeira (sim, sim, não usei a segunda marcha a maior parte do trajeto). Cheguei dolorida. Esbagaçada, sabe?
Fiquei lembrando da minha adolescência. Eu queria tanto aprender a dirigir, ter meu carro pra rodar por aí, não depender de condução pública (que é uma droga por aqui!), nem de carona. E naquele trânsito, tudo que eu queria era não estar dirigindo pra poder ler alguma coisa, falar com alguém, fazer algo que não fosse ficar cansada de tanto trânsito... senti saudades do tempo em que eu lia 2 livros por mês nas duas horas de condução por dia pra escola (uma na ida e outra na volta). Nunca mais li tanto quanto naquela época...
Aí, como o trânsito estava infernal MESMO, continuei divagando e lembrei da minha infância despreocupada. Lembrei que naquela época eu não me preocupava em como chegar nos lugares. Minha mãe e meu pai definiam até onde eu iria ou não iria, me levavam, me buscavam e não cabia a mim nenhuma responsabilidade.
Nesta divagação, o trânsito andou uns 7 metros e eu estava distraída, divagando... o carro de trás não se conteve e deu uma buzinada para mim, afinal como podia eu perder uma posição no trânsito, deixando espaço para um carro entrar? Coloquei a primeira, andei os 7 metros e parei novamente, para alegria do cara do carro de trás...
Ai, que saudade que eu tenho da aurora da minha vida
Da minha infância querida, que os anos não trazem mais...
postado por: Sandra 13:02
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VÊ SE ENTENDE!
A menina tem 27 anos, o menino, 19. Eles ficam e gostam. Continuam ficando, rolam noites de amor e dias de muito carinho. Está tudo ótimo, mas ela não quer nada com ele porque é mais novo e parece ser meio galinha. Ainda assim, todos os amigos dela que o conhecem, acham o cara legal, gente boa e nada nada infantil. E no tempo em que eles ficam juntos, ele parece estar só com ela.
O dia dos namorados se aproxima e ela corta ele da data, dispensando-o. Depois disso, ele começa a trocar mensagens de internet com outras garotas, ela vê e o exclui de sua vida, simplesmente, sem dar maiores explicações.
Acontece que ela encontra-se envolvida pelo rapaz e está gostando dele. Ele também se afasta (ninguém gosta de tomar fora) e agora ela quer conversar com ele, quer voltar a ficar com ele e sente-se inconformada de não ter deixado acontecer pra ver no que ia dar.
Dá pra entender?
postado por: Sandra 12:11
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