Sandrices

EM MANUTENÇÃO. Reclamações deverão ser dirigidas ao SAC



23.5.05


Dia certo, hora certa, igreja errada...

Domingo foi batizado do meu priminho. Meus pais foram padrinhos e eu fui por causa dos meus pais, do meu priminho, da minha tia, enfim, fui por amor à família, porque não gosto de ir à Igreja e nem dela mesma consigo gostar.
Procuro no Guia a tal rua da tal igreja e não acho. A única rua com aquele nome fica em São Bernardo do Campo e pelas indicações que recebi sei que não é lá. Vamos pelas indicações e chegamos lá perto. O celular do meu amor (que está dirigindo) toca e ele atende. Peço para ele encostar, mas ele continua dirigindo rápido e sem atenção. Nos perdemos. Paramos num posto e perguntamos pela tal igreja. Pra variar, meu amor não presta a menor atenção à indicação e continuamos.
Chegamos a uma igreja, paramos e perguntamos para uma fiel, que estava de saída, se aquela era a tal igreja. A mulher parece confusa, é um tanto quanto velha, mas confirma que é a igreja, sim.
Descemos do carro e vamos à igreja. Achei estranho, ninguém conhecido por ali, muita gente na porta, uma mesa com lanchinhos na entrada. Quando estamos entrando na igreja, o padre nos interpela:
- Desculpe, as entradas laterais estão fechadas. - neste momento noto que a igreja está vazia.
- Sr. Padre, vamos a um batizado. Esta não é a Igreja Nossa Senhora de Lurdes?
- Não. Esta é a Igreja São Paulo dos Apóstolos.
- Ah... Obrigada.
E saímos correndo, em cima da hora. O padre indicou onde ficava a outra igreja e fomos na correria.
Chegamos, tudo beleza, não tinha começado. Claro que choveu e continuou chovendo o dia todo... cheguei na hora e numa igreja. Acho que isso nunca tinha acontecido comigo antes.
Chega o padre e meu amor começa a tirar sarro, dizendo que o padre estava com cara de ressaca. O padre começa o batismo e já num primeiro momento não gosto do sermão. Lá no meio das primeiras frases, um burburinho de encontro na igreja, o padre se enfeza e fala:
- Olha, eu já pedi silêncio absoluto e não é o que está acontecendo. Eu estou olhando para quem está falando. Se continuar o burburinho, vou apontar meu dedo e pedir para as pessoas que estão perturbando se retirarem.
Uma prova de que ele não faria um sermão interessante. Num sermão interessante, até eu que não curto igrejas e padres, acabo por me interessar. Mas não. Foi um pé no saco, do início ao fim.
Ficamos calados e quando meu amor começou a falar animadamente com a minha irmã, pedi silêncio e ameacei:
- Olha que o padre vai apontar o dedinho pra vc! - e meu amor que tinha acordado cheio de graça desde cedo, não hesita em responder:
- Ah, se esse padre apontar o dedo pra mim, afogo ele na pia batismal!
E o sermão chato continua. Acho até que o padre errou a ordem das coisas. Os entendidos dizem que o padrinho segura a vela enquanto o padre banha a cabeça do nenê. Neste batizado, o padre banhou as cabeças dos vários nenês presentes (ah, não tinha dito que agora o batizado é por atacado. Logo uns vinte nenês de uma vez.) e depois pediu para o pai acender a tal da vela que vai iluminar o caminho da criança. Enfim... não entendo nada disso mesmo.
Termina o batismo e vem o padre com seu discurso final.
- Para encerrar a cerimônia, gostaria de pedir aos pais e padrinhos aqui presentes, que levantem a mão aqueles que contribuem com o dízimo.
Nada. Ninguém levantou a mão. Aquele silêncio constrangedor se instala e o padre o quebra acusatório:
- Caloteiros! - silêncio total na igreja. - Caloteiros! - as pessoas começam a se entreolhar, meio que ofendidas ou indignadas. - Vocês estão dando calote em Deus! O dízimo é uma oferenda de todo bom católico para Deus e para a Santa Igreja Católica. Tenho um sonho de restaurar a frente da igreja que está feia, precisando de uma reforma. Vou mandar junto com a certidão de batismo um papel explicando a importância do dízimo para a igreja e para a comunidade e também uma ficha de inscrição na igreja para pagamento mensal do dízimo.
Ufa! Ainda bem que não sou católica. Achei que ele estava me xingando e caloteira tenho certeza que não sou!
Ao fim do discurso final, o padre comenta:
- Espero que me desculpem, mas tem dias em que estamos bem e outros em que não estamos tão bem assim. Hoje não estou muito bem. Tive alguns problemas. Hoje é um dia ruim para mim. Estou tomando alguns medicamentos. Espero a compreensão de vocês.
Aí, vira meu amor para mim e solta a pérola:
- Eu não te disse que ele está de ressaca?

postado por: Sandra 16:46



Uma das coisas mais sofridas que fiz na vida...

Tenho criação de cachorros no sítio. Começamos há quase dois anos. Começamos com golden retriever, depois compramos uma border collie, aí vieram os pitbulls e, por último, compramos uma labradora.
E ficava aquela cachorrada lá, e eu ia ao sítio todos os finais de semana para vê-las. Só que desde que começou a correria pro casamento que eu não visitava o sítio.
Em parte foi por revolta, o caseiro contratou um cara para cortar uma árvore da frente da casa e eles deixaram a árvore cair na casa. Destruiu um pedaço da varanda, e eu não queria ver o que a marvada da cachaça fez com nossa casinha linda. A revolta veio não só da destruição da casa, mas do fato do cara ter vindo cortar a árvore com mais 3 pessoas num sábado e o caseiro pingaiado dizer que em sábado não se trabalhava no sítio, só se bebia, e ter ficado enchendo a cara com eles. Depois, o cara veio sozinho e ele e o caseiro fizeram a merda...
Além disso, a falta de tempo é uma realidade até agora (ainda não me adaptei a essa vida de dona-de-casa e trabalhadora quase que braçal).
Enfim, desde dezembro eu não ia ao sítio e neste espaço de tempo algumas coisas aconteceram por lá.
Lá pra março ou abril, não lembro, entrou uma cobra no canil e picou minha border collie. Ela não aguentou e morreu. Se fosse vira lata sobrevivia, já aconteceu parecido. Mas como ela era de raça, uma linda, fofa e peluda border collie, não resistiu. Sofri muito, em silêncio.
Neste mês, as duas pits entraram no cio juntas. E começaram a arrumar brigas no canil. Brigaram com a Biba (a vira-lata) e depois com as goldens. Chegou a um ponto que elas passaram a ficar presas. A caseira teve nenê há 5 meses. O JV, filhinho dos caseiros, nasceu prematuro de seis meses e foi punk para fazê-lo sobreviver. Está lá firme e forte, mas as pits começaram a cheirar demais a caseira por causa do leite materno. A coisa foi evoluindo ao ponto da caseira ficar com medo delas. E minha mãe também.
Resultado: minha mãe não quer mais as pits. Fiquei com duas opções: OU eu arrumava alguém para doar as cachorras (que são super dóceis no geral), OU eu deixava meus pais as entregarem para o Centro de Zoonoses, que, automaticamente, as sacrificaria. Sim, porque para quem não sabe, pitbulls, rotweilers, mastims, enfim, cachorros de raças consideradas agressivas são automaticamente sacrificados no Centro de Zoonoses de São Paulo. Não é dada nenhuma chance de doação a esses cachorros. Chegando lá, eles nem entram em contato com os demais cachorros abandonados vão diretamente para o sacrifício.
Bom, para mim, só sobrou realmente uma alternativa, a doação.
E, neste sábado, uma pessoa veio buscar uma das pits. O rapaz escolheu a Mel. E batemos papo, tudo foi explicado, a situação era perfeita, tudo ótimo. E ele a levou.
Chorei muito. Sofri muito. Uma coisa é vender um filhotinho, outra, muito diferente, é doar uma cadela de um ano e meio, que eu vi nascer e crescer e... que eu amo.
Por mim, ficaria com elas. Só que eu tenho 3 cachorros em casa e sou totalmente apaixonada pelos meus cães. Não tenho estrutura nem grana pra manter mais um cachorro que seja, que dirá dois. Não me resta alternativa.
É certeza que a doação é o melhor para elas, pelo menos, aparentemente. Mas nem esta certeza alivia a dor de doar um cachorro meu, que eu criei, alimentei e cuidei por tanto tempo.
Sábado foi um dia terrível. Um dos dias mais sofridos da minha vida... e ainda tenho uma pitika para doar... e mais um dia dos mais sofridos para viver...

postado por: Sandra 09:16


17.5.05


A CARTA

Como definir o que ocorreu naquela carta? Um desabafo? Uma maldade? Um resignado esclarecimento?
Certamente, foi um fim. Ali, foi colocado um ponto final em algo que deveria ser elaborado e resolvido. Mas pareceu mais fácil fugir e acusar do que tentar esclarecer. As palavras vomitadas continham tanta amargura, tanta raiva contida, tanta mágoa represada e escondida que poluíram as lembranças da destinatária por meses a fio. Como entender tantas acusações lançadas contra ela e ouvidas por todos aqueles que importavam na história? Onde estava a tal conversa prometida?
A conclusão a que chegara, depois de tanto pensar sobre o assunto era uma única: ela errara e recebera pelo erro a responsabilidade por tudo que a outra deveria levar como lição de vida, perceber em si mesma. Fizera o papel de válcula de escape para toda aquela hipocrisia. Parecia mesmo mais fácil lançar a culpa por toda sua arrogância na admiração, beirando a adoração infantil, que aquela que receberia a carta sentia por ela. Assim, a hipocrisia continuaria e ela estaria protegida pela sombra da outra.
Na carta, ela dissera que problemas mal resolvidos geram estagnação. Estagnada ficou e deixou a outra também assim, culpada e estagnada. Por meses. Sem entender, sem saber, sem ouvir mais sobre aquilo que importava.
Da frieza emanada, ela não se lembrava. Nem de todas as desfeitas, todas das mudanças de temperamento, nem de nada que viesse da sua pessoa, até o atual momento. Ela só se lembrava de palavras ácidas e infantis, lançadas dez anos antes, por meninas que elas já não são mais.
Mas mesmo assim, era uma proteção. E ela se escondeu na culpa da outra. Aumentou sua arrogância na hipocrisia da inferioridade da outra, que ela mesma sempre alimentou, com sua própria arrogância e falsidade.
Da remetente não se sabe mais. Perdeu-se ou achou-se por aí.
A destinatária sofre até hoje com questões mal resolvidas, mal conversadas, definitivamente não entendidas. E acredita que um dia há de entender. Para que possa, enfim, libertar-se. Sabendo-se inocente, livrando-se da culpa. Sabendo-se culpada, perdoando-se.

postado por: Sandra 12:11


13.5.05


13 de maio de 2005 - sexta-feira

Quem quiser saber as origens das superstições ligadas à data, pode dar uma passada no blog da Palpiteira. Lá, além de cultura você encontrará opinião. Com muitas, eu concordo, com outras, não. Mas admiro muito quem se expõe sem medo e coloca o que pensa com criatividade e substância. É um blog agradável de ler.
Passeando pelos blogs legais (ao invés de estar trabalhando... ai, ai...) entrei lá na empresa Gerolino Incorporation, do sócio fundador Denilson. Outro lugar muito bom de visitar. Além de opinião tem muita criatividade, fora a Josefina, coitada, minha história predileta, com capítulos quase semanais. Lá, o Denilson fala sobre esta data, dia da assinatura da Lei Áurea (não devia ser feriado?).
Há algum tempo, penso sobre este assunto. Como ter discriminação num país mestiço por natureza? Tá, vc pode dizer que é filho ou neto de imigrantes. Então, fióte, tu é brasileiro. E brasileiro é mistura. Se não tá no sangue, tá no clima, no gostar do clima, tá na vibe. E isso me remete a uma música do Arnaldo Antunes que eu não lembro inteira, só a parte que interessa:
"Que preto, que branco, que índio o quê?
Que branco, que preto, que índio o quê?
Somos o que somos, somos o que somos:
Inclassificáveis, inclassificáveis!"

Eu sou mistura de árabe com português com índio com negro. Sou da pura raça brasileira.

E tenho dito!

postado por: Sandra 17:24


12.5.05


De onde veio isso?

Pode parecer que a expressão "sandrice" é fruto da minha criatividade, mas não. Nasceu da minha atrapalhação natural, vindo da boca da família toda.
Num Natal lá pros idos de 90 (tinha uns 10 ou 12 anos) consegui em uma única noite quebrar 5 copos de cristal na casa da minha tia. Vira e mexe eu tropeçava, esbarrava em alguém ou fazia uma trapalhada bem lesa mesmo. (tem uma teoria que até uma certa idade, o corpo ainda não alcançou suas proporções finais e as crianças não conseguem ter exata noção do tamanho dos seus braços e pernas. Boa desculpa, mas... será?)
Descobri que eu, meu primo Luis e o primo agregado Marcelinho não podíamos encostar em nada delicado... sempre quebrávamos, amssávamos, estragávamos e/ou destruíamos as coisas.
Mas... como sou mais nova que eles, a fama pegou foi em mim. E, com o passar dos anos, toda vez que eu quebrava uma coisa, ouvia: "Mais uma da Sandra..." e a coisa foi evoluindo, evoluindo até que virou sandrice. Mais uma sandrice.
O termo pegou de tal forma na família que quando QUALQUER UM quebra algo em casa ou na casa da tia, é uma sandrice. O Beto derramou sopa quente na amiga de 75 anos da titia? Fez sandrice. Paulinho quebrou a jarra de cristal da bohemia predileta da titia? Outra sandrice. E por aí vai. Até hoje...
Hoje eu não sou mais TÃO desastrada (agora são só tombos e tropeços, não quebro mais as coisas... viram que evolução?), mas quem faz a fama, deita na cama... NÉNÃO?

postado por: Sandra 18:45


11.5.05


As idéias geniais geralmente são as mais simples.

postado por: Sandra 15:53



Vida em família


Estes são meus filhos. Da esquerda para a direita: Otto - pitbull, Ísis - golden retriever e Lana - pitbull.
Nesta noite estava frio, eles dormiam abraçados. Vacilei de não ter filmado. Pode parecer que a gente ajeitou eles assim, mas não. Eles se abraçaram naturalmente.
É um barato. Às vezes a gente sai no quintal e estão os três deitados na mesmíssima posição. Tenho certeza que a Ísis acha que é pitbull... Muito engraçadinha... tem uma cara de boba que só vendo! Fofa!
Muitas vezes chego em casa deprimida, chateada com a vida e com as coisas que acontecem. Os cachorros não me deixam ficar infeliz. Lambem minha mão, dão carinho, abanam seus rabinhos mesmo que eu esteja péssima. Mudam sempre o meu humor.
Quando meu amor e eu discutimos, o Otto faz as vezes de conciliador. Vai até meu marido, lambe sua mão, descansa a cabeça no seu colo. Depois vem até mim, lambe e descansa a cabeça no meu colo. Se gritamos, ele se desespera e fica passando o focinho na mão da gente, do tipo: "Parem de brigar... ei, estou aqui." É demais de bom.
Alugamos uma casa com um amplo quintal para os cachorros.


Parece brincadeira, mas eles ficam o tempo todo com a gente. Um quintal deste tamanho e os dogs não saem do nosso lado. Muitas vezes chegam amigos com cachorros e ficam 5, 6 cachorros na sala, no meio do caminho, e o quintalzão lá, vazio.
Os donos são o maior atrativo que eles tem. Se estou varrendo o quintal (que é gigante e leva + ou - 1 hora para varrer), a Lana (que originalmente é minha por direito) fica deitada num canto observando, sem tirar os olhos de mim. Quando ando pela casa, ela e a Ísis me seguem. São as "seguidoras de Sandra".

Um bom dia a todos... E, por fim, uma imagem estilo "The Dog" pra alegrar seu dia...



postado por: Sandra 09:20


10.5.05


Paz no trânsito aos motoristas de boa vontade

Como se não bastasse a poluição visual que assola a cidade, já há algum tempo convivemos com a poluição sonora das buzinas de motos.
Pra quem não sabe, a cidade é São Paulo. Aqui, o trânsito é caótico. Dependendo do dia, percursos de 20 a 30 minutos levam até 2 horas. Sei bem o que é isso. Ficar engarrafado, no meio de um mar de automóveis... chega a ser pior que estar num ônibus, porque não dá pra fazer absolutamente nada. Engata a primeira, anda 10 metros (parece que vai!), engata a segunda, anda mais 5 metros (xi, vai parar de novo!), freia, pára, desengata, espera. Assim, sem fim. Cheguei a pegar um congestionamento em que fiquei 3 horas parada no mesmo lugar (detalhe: na Marginal Tietê entre 6 caminhões... Delícia! Lugar agradável, ar puro, quase surtei!...).
Pra quem precisa que algo seja entregue em pouco tempo, nada melhor que utilizar os serviços de um motoboy. As motos não ficam paradas no trânsito, porque andam pelos "corredores" entre os carros quando o trânsito está parado. Mas a coisa está chegando num tal ponto, que o que era para ser solução, virou problema.
O tal do "corredor" entre os carros só é possível em avenidas largas. Mesmo assim, às vezes, os carros precisam mudar de pista para alcançarem a saída que vão pegar. Basta você estar com seu carro parado numa avenida mais estreita ao lado de um carro um pouco mais largo para começar o buzinaço. Cada moto que passar ao seu lado vai buzinar, com medo que você esteja prestes a dar uma guinada para o lado dela. O mesmo se dá quando você precisa mudar de pista. Deu uma andada no trânsito e você olha pelo retrovisor, vê uma moto lá longe, vê uma brecha, dá a seta e muda de pista. A moto, lá longe, começa a buzinar, assim que percebe a seta e a possibilidade do seu movimento. Claro que o(a) carinha da moto viu que você vai mudar de pista, claro que ele percebeu que basta ele diminuir um pouco e dará para vc mudar de pista sem incomodá-lo, porém, não contente com o fato de você atravessar o "corredor" "exclusivo" para motos, começa a buzinar assim que vê sua ação.
Também tem os carros mala-sem-alça, que ficam menos encostados que os demais. Não importa se dá pra passar duas motos lado a lado no "corredor", se um carro está um pouco mais para dentro do que os demais, cada uma das motos que passarem ao seu lado buzinarão. Impressionantemente inútil.
E, além de inútil, irritante. Parece uma orquestra desvirtuada. Bi. Bi. Bibibibibibi. Biiiiiiiiiiiii. Aquele som agudo, estridente, irritante. Dá nos nervos.
Antes deste surto de motoqueiros na cidade, os motoristas não respeitavam muito as motos. Quem tinha uma moto e tinha que andar em São Paulo, corria muitos riscos. As pessoas não prestavam atenção, simplesmente não viam. Agora, tudo mudou. Sempre tem motos nas avenidas, as pessoas já se acostumaram, aprenderam a respeitar um pouco mais, pelo menos.
Tá, eu entendo que a pessoa que guia a moto tem que se prevenir por estar muito mais exposta que as pessoas em automóveis, mas assim está demais. É um exagero. Menos, pessoas, muito menos. Tá demais... Além disso, a maioria dos acidentes com motos tem parte da responsabilidade na maneira de guiar dos próprios motoqueiros. Já ouviram falar de "cachorro louco"? São os famosos motoboys de entregas rápidas, que ganham por entrega não por hora. Quanto mais entregas, mais din-din, então o negócio é correr. Hoje mesmo, vindo pra cá, um motoqueiro quase se mata do meu lado. Fui virar para a esquerda na avenida, no amarelo, e o motoqueiro, querendo aproveitar o farol, quase bate num carro que estava na outra mão da rua, e para desviar quase entra na minha porta. Calma, fióte! Cuidado, porque quem procura, acha!
Aliás, este tem sido meu lema no trânsito nos últimos tempos. Não me irrito, não me incomodo (pelo menos, tento), apenas olho para as pessoas fazendo as maiores loucuras no trânsito e penso: Cuidado, amigo, porque quem procura, acha. E saio da frente... se o cara tem que achar que não seja comigo.
Peço paz no trânsito. Galera, pelamordedeus, menos. Menos agressividade, menos direção ofensiva, menos nervosismo, menos stress e, sobretudo, menos buzinas. Chega a ser ridícula a disputa por um pedaço de chão, pra ganhar uma, duas posições de vantagem num trânsito que vai levar horas da mesma forma. E, motoqueiros, por favor, buzinem um pouquinho menos. Quem sabe, a buzina não seja assim tão necessária o tempo todo. Por exemplo, se tem cinco motos, uma atrás da outra, e um carro mal encostado, a primeira pode (e deve) buzinar, as outras quatro não precisam buzinar, a menos que o carro demonstre algum movimento, do contrário, é desnecessário, ok? Os carros não podem sair da pista e matar vocês quando estão parados, juro. Acreditem. Além disso, os carros também precisam do "corredor". Para mudar de pista, para sair da avenida. Infelizmente, não é exclusivo das motos. Então, deixem os carros seguirem, controlem seus impulsos de propriedade e fluam com o trânsito. Vai ser mais gostoso pra todo mundo... Eu garanto!

postado por: Sandra 10:01


9.5.05


Mais uma vez, ciclicamente, fui ao Rio trabalhar. Desta vez, o calor foi ameno e, inesperadamente, o trabalho também. Algumas obras estão acabando, outras começando e outras ainda, cheias de pendências, dando muito trabalho aos engenheiros residentes e consequentemente para mim. Mas tudo foi calmo, deu tempo de tudo, foi relax.
Ainda não consegui tomar um banho de mar no Rio, mas desta vez a culpa foi do cansaço. O dia que eu poderia ir à praia no final da tarde serviu para dormir. 12 horas de sono. Com uma pequena interrupção para banho e janta de 2 horas. Acordei com mais sono no dia seguinte.
Levei outro tombo, na saída da última obra, a caminho do aeroporto, para vir pra casa. Caí, mas desta vez o tombo não me derrubou. Um tanto quanto ilógico isso... assim como a vida. O taxista que me levou ao aeroporto depois do tal tombo (um adepto da Igreja Universal) disse que é mau olhado, que alguém com inveja me mandou um encosto. SAI QUE ESSE CORPO NÃO TE PERTENCE! Nem vem que não tem... o que é do homem o diabo não come! Estamos entendidos???
Dia das mães recheado de comida. Fui ver minha sogra. Algumas vezes as coisas não são exatamente como a gente gostaria. Minha sogra ia passar esse dia na minha casa. A outra nora (que tem a neta) fez que fez que os planos mudaram. Tentou puxar meu tapete. Tomei um chapéu. Foi gol de placa, com direito a "ola" da torcida adversária. Fiquei furiosa, primeiro achei descaso da minha sogra, depois pensei e resolvi ser mais fria que a outra nora. Marquei no contra-ataque, empate sofrido. Apareci por lá sorrindo, lindo arranjo para a sogra. Grande abraço, muito carinho. E a outra nora ali, com cara de quem comeu e não gostou. Não entendendo nada do meu bom humor, mal suportando a minha presença inesperada e sorridente. 1x1 no tapa com luva de pelica! Ninguém me tira a satisfação de vê-la tão surpreendida. Até eu fiquei surpresa comigo mesma!
Ganhei uma estrelinha e um "Muito bom!" por conta deste autocontrole. É, cherry, da tua inveja eu tiro a minha força! Como no adestramento, antecipei seus movimentos e reagi a eles com racionalidade.
Mas, ainda assim, pensando bem, esta noite acho que vou tomar um passe...

postado por: Sandra 11:07




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