Sandrices

EM MANUTENÇÃO. Reclamações deverão ser dirigidas ao SAC



28.3.05

Noite de Núpcias

Acabado o casório, todo mundo indo embora, sobramos nós, alguns poucos amigos e parentes. Fomos pegar o carro no estacionamento ao lado do buffet e estava naquele estado... RECÉM CASADOS pintado no vidro de trás e na lataria logo abaixo BUZINE BUZINE, COITADO e uma grande seta no vidro lateral de trás do lado do motorista, barbantes amarrados em todos os lugares e muitas MUITAS latas amarradas na traseira do carro, arrastando... Saímos fazendo aquela barulheira e buzinando e os amigos que sobraram batendo palmas e rindo... Foi divertido. Todo o trajeto entre o buffet e o hotel onde fomos passar a noite de núpcias fomos parabenizados pelas pessoas na rua e causamos vários buzinaços... rs... Legal, mas bastante constrangedor!
A estadia no hotel foi um presentão dos meus pais (mais um!). O hotel fica próximo ao parque do Ibirapuera. Antes de chegarmos, pedi pra que meu amor me levasse da porta do quarto à cama no colo. Ah... sei que é uma coisa idiota, uma tradição sem nexo e que não leva a nada, mas é tão gostoso um colinho! E eu nunca que perderia esta oportunidade!
Chegada no hotel, check in, e a moça da recepção me disse que eu era uma das noivas mais bonitas que ela já havia visto... (tá bom, eu sei que ela falou isso pra agradar e coisa e tal, mas que eu adorei ouvir, adorei mesmo!), pegamos o elevador, chegamos no andar, na porta do quarto e... colinho! Entramos no quarto e tentamos a primeira porta. Bééééééééééé... porta errada! Era o banheiro. Continuamos em frente e chegamos numa sala com sofá, mesinha, duas cadeiras, uma tevê e com duas portas. "Sã, qual é a porta?" - meu amor ainda não ofegava, mas suas costas começavam a arquear para trás... "Tenta a primeira, amor..." - e lá fomos nós, ele me carregando e eu folgadona, balançando os pézinhos. Abri a porta e lá estava o quarto (na verdade, as duas portas davam no quarto) e uma big cama. "Aai...", depois de esbarrar com a minha cabeça no batente da porta, entramos no quarto e ele me jogou na cama e eu o puxei para junto de mim... Meu marido! Meu MARIDO! Marido, maridinho, maridão. Meu marido! Passei aquela noite e o dia seguinte inteirinho aprendendo a chamar meu amor de meu marido. Putz, eu tenho um marido! À princípio, confesso que me pareceu bem esquisito. Agora, já acostumei.
Tudo no quarto era maravilhoso... Hidromassagem, champanhe, morangos com chocolate e chantily. A roupa da noite de núpcias só veio a ser usada no dia seguinte... Noite incrível, dia maravilhoso. Não saímos do quarto... curtimos um ao outro, como nunca antes havíamos feito. Fora o sexo, fora o casamento, o que aconteceu naquele quarto foi um inesquecível momento de amor. Do nosso amor...

Aí, vem o lado adolescente da coisa toda... o quarto era demais! Várias luzes, até para iluminar um quadro em cima da cama... show. Muitos botões em todo o quarto (apertei todos!) e uma vista linda: Obelisco, Oca, lago do Ibirapuera, Bienal... Lindo! Claro que apesar de passarmos apenas uma noite e um dia, usei tudo que tinha no quarto...
E muitos espelhos. Espelhos nas portas do armário, na entrada do quarto, na frente da banheira de hidro... uhu! Muito legal!
Tudo, tudo de bom... E, conforme o prometido: FOTOS! Queria colocar ainda mais fotos, mas neste blog não tenho a intenção de divulgar minha imagem e muito menos a do meu marido. Sorry, mas ficam a penas as fotos sem nossos lindos rostinhos... :-)



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Papo sério às pessoas que não sabem lavar roupa, recém casadas ou não, e que estão vendo pilhas e pilhas de roupas sujas se amontoando no canto da casa: usem vanish!
Achei que era propaganda, mas recebi recomendações do meu irmão e das minhas amigas que moram sozinhas. Usei e gostei! Tira manchas de café numa boa, sem precisar esfregar. Comprem o líquido para manchas (como a de café no pijama branco que lavei de manhã) e o em pó para misturar no sabão em pó, como alvejante de roupas brancas ou coloridas. Na mancha, é só jogar um pouco de vanish líquido, deixar por uns minutinhos (uns 3 minutos, apenas) e colocar na máquina (pra ela bater e limpar, não suas lindas mãos). O em pó, é uma medida colocada junto com o sabão em pó. Não sobra uma mancha pra contar a história. Bom isso, né não?

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Próximo capítulo: LUA DE MEL em Florianópolis... Tudo de bom!

postado por: Sandra 14:41


21.3.05


Festa de casamento

Nunca cheguei cedo no casamento de ninguém. Só no meu, o único em que eu poderia atrasar um montão.
No dia anterior fiz parte do dia da noiva, fiz as unhas dos pés e das mãos, depilação (AAAAAAI, isso dói!), testes de maquiagem e de cabelo, banho de hidromassagem e descansei um montão. No dia do casório, fiquei na casa da noiva, que é o melhor lugar para uma noiva ansiosa. Tratamento calmo, banho de hidro, cabelo preparado, maquiagem pronta, uma pessoa para me vestir e me mimar todo o tempo. Fiquei pronta muito antes da hora do casório. Liguei pro meu pai e ele veio com meu primo para dirigir por ele até o buffet, o que foi bom porque meu pai estava tenso.
Rodamos uma hora e meia... o casamento estava marcado para meio dia e o juiz para a uma, que era a hora que eu deveria entrar. Chegamos lá perto do meio dia... e roda que roda que roda... a maior ansiedade!... enfim, toca o celular e, teoricamente, estava tudo pronto para minha entrada. Quando chegamos na porta, vejo meu noivo conversando com alguém num carro e entrando novamente apressado. Eu estava calma até ali, mas quando o vi, lindo, arrumado, parecendo um príncipe (MEU príncipe), comecei a suar e a ansiedade embrulhou meu estômago.
Achei esquisito minha mãe ter dado o ok pra gente chegar e meu noivo estar na porta. Mas tudo bem, continuamos... fotos da chegada da noiva, aquela coisa... segura o buquê assim, olha pra cá, agora olha pra lá, o pai pega na mão da noiva, a noiva olha o buquê, a noiva encosta no buquê e blá blá blá... um zilhão de poses e fotos e (tchã tchã tchã tchã...) chega a hora de entrar.
A clarinada foi presente do Nahor, marido da minha prima, que estava em Portugal tocando com o Rei e contratou um amigo pra fazer pra mim... E daí vem a marcha nupcial com todos os seus acordes, as portas se abrem e eu entro de braço dado com meu pai... Na hora que as portas se abriram e eu o vi me esperando não sabia se ria ou se chorava... fiz aquela cara de c tradicional de quem não sabe se ri ou se chora e com esta cara percorri o salão.
Na hora de assinar os papéis, descobri o porquê da atrapalhação... os padrinhos do meu marido eram seu irmão e a mulher e eles tem uma filha de um ano. A menina vomitou no peito da minha concunhada quando eles estavam na porta do buffet... e eles tiveram que sair apressados para que ela se trocasse e lavasse pra voltar pra festa... rs... coisas que acontecem, principalmente quando se trata de uma festa minha.
Tudo assinado, não pegamos a certidão, porque faltavam as assinaturas dos padrinhos... rs... quer dizer, ficamos assim meio casados!
Gostei da festa, embora eu ache que não conversei com muitas das pessoas presentes. Passou muito rápido! Tinha que tirar muitas fotos, o que é um saco mesmo, aquele troço de ficar fazendo pose, sei lá... não gosto. Mas ficou bonito. E a festa foi legal todo mundo animado, um dia lindo, de sol, calor...
Foi emocionante. Meu vestido ficou lindo. Eu estava linda. Não só pela maquiagem, pelo cabelo, pelo vestido, mas porque eu estava MUITO feliz mesmo... Radiante!
Agora, certeza que o cabelo, a maquiagem e o vestido ajudaram demais!
A seguir, cenas dos próximos capítulos: NOITE DE NÚPCIAS e LUA-DE-MEL... Aguardem: com fotos!

postado por: Sandra 11:10


10.3.05

Meu primeiro pedido de casamento

É a segunda vez que fico noiva nesta vida, desta vez vou casar depois de amanhã e esta história real da minha vida está sendo escrita entre um trabalho e outro na correria realmente para desestressar desta pressão toda...
Na época do colegial na Federal, eu pegava metrô todos os dias, na ida e na volta. Eram minutos contados (a Rô cronometrava e a gente sabia exatamente quanto demorava entre cada estação, as que tendiam a demorar mais... coisas assim...) e dava mais ou menos meia hora. Eu realmente nunca gostei da sensação de claustrofobia do metrô, então sempre evitei olhar pra fora quando estava no túnel. Ficava sempre fazendo uma de três coisas - às vezes as três ao mesmo tempo... :) - ou fazia as coisas de escola (estudar, ler, terminar trabalho nas coxas...) ou observava as pessoas ou dormia.
Normalmente eu observava as pessoas. Observar é muito legal. Presenciar situações e ouvir o falatório e ver a vida acontecendo e pensar coisas e imaginar histórias para as situações e pessoas ... é como ler um livro mas mais realístico para minha mente. E muitas pessoas vinham falar comigo no metrô. Pode parecer uma coisa absurda, mas eu prefiro acreditar que era a figura de uma garota de 15 anos observando que as atraía, mas até hoje não entendo o porquê de vira-e-mexe uma pessoa se aproximar de mim no metrô para contar de sua vida. E eu as ouvia atentamente e metia o bedelho mesmo, falava o que eu pensava calma e carinhosamente. (Se fosse hoje talvez eu xingasse... mas hoje as pessoas não se aproximam mais de mim com suas histórias e eu não pego o metrô diariamente).
Um belo dia, um rapaz árabe aproximou-se de mim e sentou-se ao meu lado. Puxou papo e começou a contar que tinha vindo da Síria, de Damasco, e que veio para fixar residência no Brasil. Fugia da vida de lá. Gostava de morar no Brasil. Eu concordei e falei alguma coisa gentil. Ele se sentiu encorajado e me perguntou se eu tinha descendência árabe. Eu contei que meu avô era exatamente do mesmo lugar que ele e que tinha vindo para o Brasil há muito tempo atrás, praticamente na mesma situação que ele. Ele sorriu e SIMPLES ASSIM perguntou se eu poderia ajudá-lo casando-me com ele. Para que ele pudesse ter a nacionalidade e, assim, estabelecer um negócio. Depois do prazo mínimo necessário para que ele tirasse a nacionalidade, nos separaríamos. Eu fiquei até pálida na hora, mas educadamente falei que eu nem nunca faria uma coisa destas. Que ele poderia conhecer alguém primeiro e só depois de conhecer lhe propor casamento e que eu nem o conhecia, fora que eu o achava velho para mim (ele devia ter uns 30 anos) e que eu não queria ser divorciada aos 18 anos...
O cara falou que pagava bem para isso e que poderia dar parte do pagamento em dinheiro, naquele dia mesmo, se eu topasse. Graças que a minha estação chegou. Falei simplesmente que não, desejei boa sorte, levantei e saí do trem, fiz sinal para que ele se mantivesse sentado e fiquei esperando o trem ir embora. O rapaz ficou sentado me olhando com cara de quem não entendeu minha saída abrupta.
Meu primeiro pedido de casamento pode não ter sido nem um pouco romântico, mas é uma das histórias mais esquisitas da qual eu já ouvi falar...
Será que só tem gente doida no mundo ou essas coisas esquisitas só acontecem comigo?

postado por: Sandra 10:15


6.3.05


Chá Bar

Divertidíssimo!!! Obrigada aos amigos que compareceram em massa. E obrigada por terem me zoado menos do que zoaram meu amor... ( hehehehe...) À noite, depois da festa e de todos terem ido embora, perguntei pra ele se tinha gostado do chá bar. Ele respondeu que gostou mas que foi mais ou menos... "Ah, Sã, me zoaram demais!..."
Tadinho!... Judiaram do meu amor!
Mas que foi engraçado, isso foi! E, graças a Deus, nem assim ele desistiu de casar comigo! Porque depois de dançar na boquinha da garrafa, de eu pintar as unhas dele de vermelho e maquiar seu rosto, imaginei a possibilidade dele passar a me odiar! Ainda bem que não... Mas que feriu um pouquinho do seu brio machista ninguém pode negar!...
O evento foi um SUCESSO!
Só gente querida, gente bonita, gente que nos quer bem... todo mundo riu muito, diversão total!
Falei que meus amigos eram mega perversos... e eles são! E, ainda por cima, a vizinhança ajudou, emprestando batom, farinha e... OVOS! Acreditam? Meus queridos amigos fizeram eu jogar um ovo na cabeça do meu noivo e ele jogar um ovo na minha cabeça... sacanagem... Mas foi MUITO engraçado e, mesmo sendo zoada, eu me diverti horrores... em alguns momentos cheguei a chorar de rir...
Obrigada a Fernanda e a Rosângela, as organizadoras do mega evento. Obrigada aos amigos que compareceream, meus e do meu amor, sem vocês não teria a menor graça! Obrigada pelos presentes de cozinha e de bar, todos muito úteis e bonitos, eu amei! E, em especial e muito mais importante: obrigada pela amizade e pelo carinho demonstrados... A presença de todos me fez muito feliz!
Quero minha casa sempre recheada de amigos. E, agora que a maioria aprendeu o caminho, as portas estão abertas sempre a vocês.

postado por: Sandra 13:34


4.3.05

Vou logo avisando: devo sumir por mais uns tempos.
Preparação para casamento já é uma correria, mas além disso preciso trabalhar nestas semanas para poder ter uma semaninha de lua-de-mel... porque ninguém é de ferro e eu mereço mesmo!
O casório já está perto e tenho muitos e muitos trabalhos para entregar antes dele. Além disso, preciso faturar $$$ pra pagar aquelas dívidas todas que eu fui fazendo pra montar a casa.
Esses dias foram dias de pintura dos muros, paredes e chão do quintal. Uma preparação básica para o chá bar. Tudo limpinho e bonito pra galera se divertir.
Depois do casório e da lua-de-mel, eu volto com novidades. Sobrando um tempinho, se der vontade, posto alguma coisa antes disso...

postado por: Sandra 14:05




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