Um universo de idéias e trapalhadas de Sandra!
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15.6.09
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Liberda-ade, liberda-ade...
Enlouqueci.
E preciso de irresponsabilidade.
Cuidar de mim, das minhas pequenas, da minha casa, só.
Dar um tempo da realidade.
Estou louca..
Louca por tanta coisa,
por flores,
por plantas,
pelas minhas cachorrinhas lindas,
pelas minhas amigas,
pelos meus amigos,
pelos meus sonhos,
pelos meus planos,
pra viajar,
pra dançar,
pra curtir,
pra me entregar,
pra experimentar,
pra viver...
LOUCA POR VIDA!!!!!!!
Quero viver irresponsavelmente... pelo menos por um tempo.
postado por: Sandra 07:19
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7.6.09
17.5.09
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Mulher de fases
Quem me conhece sabe que eu sou atrapalhada.
Se há uma quina, é meio inevitável eu não perceber que alguma parte de mim vai esbarrar.
Deixo as coisas cairem das minhas mãos sem querer, não sou boa em arremessar coisas ou em pegar coisas arremessadas, não brinque disso comigo, porque vai cair e quebrar.
Sou assim desde pequena, em uma única noite de Natal quebrei 5 copos de cristal da minha tia (que foi uma santa: Tudo bem, filhinha, essas coisas acontecem...). A ponto de na minha família se alguém fizer algo atrapalhado chamarem de sandrice. Já vem você fazendo sandrice... tira isso daí antes de alguém fazer alguma sandrice... era bem assim...
Essas coisas acontecem com todo mundo, só que acontecem muito mais comigo.
Como toda pessoa que quer conviver em uma sociedade que tem quinas, coisas que quebram, penduradas e etc, sem viver machucada ou dando e tomando prejuízo constantemente, passei a tomar muito cuidado. Coisas que são simples pras pessoas, que ninguém nem percebe, eu presto atenção e mudo a maneira de agir. Nunca arremesso nada, nem me preparo para pegar, ando até a pessoa. Bora gastar as pernocas! Não tento fazer nenhum tipo de malabarismo com as coisas que quebram, como pegar vários copos na mão, só tiro do apoio se estiver seguro nas minhas mãos. Observo os lugares antes de me locomover. Evito andar no escuro dentro de casa, pra não bater tanto nas quinas, ainda que eu conheça minha casa muito bem... enfim... até que eu passo bem assim.
MAS quando tudo transtorna, eu caio. Dessa vez, a fase que acaba de acabar pra mim me rendeu um tombo por semana, desde o carnaval, ralados e roxos por todo o corpo, nada grave.
O primeiro foi atravessando uma rua, torci o pé e só não caí no chão porque segurei na pessoa que me acompanhava. Fiquei com um sangue pisado na ponta do dedão do pé direito por quase um mês.
O mais engraçado foi quando caí de quatro na Al. Santos ao meio dia e meia, lotada pra hora do almoço... que vergonha... Eu caí na calçada em frente ao hotel perto da praça, na calçada bem perto da rua, ou seja, dos dois lados da rua causei furor... eu não sabia se eu ria, se eu me lamentava ou se eu cavava um buraco pra me esconder... Optei por rir e me lamentar... Meu amigo me ajudou... a me lamentar e a rir... Saí com os dois joelhos roxos e ralados, uma palma ralada e a outra doloridíssima.
O último foi suave nem caí só torci o pé num degrau mais alto que os outros da escada de uma casa, descendo, uma mão amiga me segurou. Como era cimentado ralei o peito do pé.
Ainda não sarou de tudo, mas a casquinha já caiu, já faz mais de uma semana E a vibe mudou...
Chega de cair, chega de sofrer. Acabou a fase.
Hora de levantar.
Agora é curtir, continuar e planejar, sempre com muita alegria.
Porque eu mereço ser feliz.
Que delícia viver!...
postado por: Sandra 15:29
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11.5.09
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PÁRA DE SER LOUCA, SANDRA!!!
Todo mundo julga todo mundo.
Cada um é juiz de tudo e de todos.
Claro que cada um aplica julgamentos diferentes dependendo do quanto e como o afeta.
É difícil ser justo.
Nem todo mundo quer ser justo.
É muito mais fácil ser vítima.
Mais fácil não é melhor.
Eu decidi não ser vítima.
Há muito tempo.
E virei alvo contínuo, livre e direto.
Nunca tinha me atingido.
Atingiu, doeu e quase derrubou.
Mas eu sou RESILIENTE.
E sobrevivi.
Comecei a me sentir mal pelo julgamento dos outros.
A desacreditar de mim, a morrer.
A abrir mão dos meus desejos, a abrir mão de sentir e viver.
Me deixei levar pela maldade alheia.
E quando fui dividir com uma amiga ouvi que eu estava louca.
E a ficha caiu.
Perdeu, neguinho.
Perdeu, neguinha.
Não adianta desdenhar, porque quem desdenha quer comprar.
Tá com inveja?
Tira o zóio e vai viver!
Sai que esse corpo não te pertence!
Chuta que é macumba!!!
postado por: Sandra 19:48
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6.5.09
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O INESPERADO ATUANTE
Descobri que o inesperado atua em minha vida de maneiras diversas.
No pior momento, quem me estendeu a mão amiga, me aceitou e me acolheu foi uma das pessoas que mais me feriu no passado, das que mais amei e amo.
Na hora da solidão, da falta de carinho, quem me abraçou e me amou foi uma pessoa que parecia nem me ver realmente.
Quando entrei em um vazio, a pessoa mais improvável e menos indicada apareceu e persistiu até despertar o sentimento mútuo, abafado e contido desde sempre.
Quando precisei reaprender a sonhar, recebi um apoio imenso, inesperado e bem vindo, de alguém tão distante e tão próximo.
Quando me vejo perdida, anjos anônimos, visíveis e invisíveis, me guiam até meu destino.
Mesmo quando tudo parece dar errado, algo maravilhoso me espera no fim do túnel, nem que eu tenha que observar bem para ver.
O inesperado atua na minha vida.
De uma maneira maravilhosa.
Basta acreditar, confiar e deixar rolar...
postado por: Sandra 15:38
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27.4.09
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DESCOBERTA E DESAFIO
Descobri aos 30 anos que não existe uma palavra que eu uso desde que me conheço por gente e até ontem poderia jurar que existia. Descobri, com certeza, hoje.
Não existe a palavra irriquieta, a palavra certa é inquieta.
Santa ignorância! Gostei...
Resgatei um sonho antigo, um sonho que nem sabia que sonhava mais.
Agora olho para ele e olho para mim e vou concretizá-lo, não sei como, não sei onde.
Se agora minha vida parece perdida, é porque eu preciso me mexer para mudá-la.
"Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda peão, o tempo rodou num instante nas voltas do meu coração..."
postado por: Sandra 17:12
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26.4.09
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AÇÃO E REAÇÃO
Imagina que nada aconteceu ainda, mas que você está prestes a fazer uma cagada gigante e depois de feito, feito estará, não tem volta.
Imagina que essa cagada vai te dar o maior prazer.
Imagina que um lado de você grita, berra na sua mente a ponto de te tirar o sono dizendo pra você recuar e parar agora enquanto o mal ainda não está feito.
Imagina que outro lado de você quer tanto tanto experimentar aquele prazer específico que te inebria a mente, te confunde, não te deixa ser coerente.
Imagina que você sente seu corpo queimar de desejo pra na sequência sentir seu sangue gelar de culpa.
Imagina que você sabe que depois de feito sua consciência vai pesar.
Imagina que a culpa é tanta, a vergonha tão intensa, que você não tem coragem nem de pensar no quanto mal causaria se alguém descobrisse seu desejo e sua dúvida e por isso você tem que calar.
Imagina que seu corpo ordena que você se arrisque, enquanto sua alma implora pra que você pare.
Imagina um anjinho do bem sentado no seu ombro direito e dizendo pare, todo azul do bem com suas asinhas de anjo e argumentando com sua voz suave e palavras sábias.
Imagina um anjinho do mal sentado no seu ombro esquerdo e te instigando a seguir, no seu vermelho sangue e com seus chifrinhos, te tentando com aquela voz rouca deliciosa, a lembrança viva do imenso desejo insatisfeito.
Imagina.
Imagina o que você faria.
Eu não tenho a menor idéia... só sei que é impossível resistir...
"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é a imortalidade de que tanto se fala."
José Saramago
postado por: Sandra 11:18
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25.4.09
22.4.09
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Sobre as coisas e as pessoas
Ainda me sinto meio desnorteada quando penso em quantas mudanças aconteceram de um ano para cá.
Ainda não achei um novo rumo e me sinto muito perdida, sem foco, mas sei que vou seguindo e vivendo e sobrevivendo a tudo isso.
Meu casamento acabou. Sinto uma falta tremenda de inúmeras coisas, mas especialmente de amar. De sentir amor, de me entregar, de me sentir perdida e sem chão quando o objeto do meu amor não se faz presente, das borboletas no estômago. E o pior é que ainda sinto isso por ele... por mais que não tenha dado certo, quando o vejo fico desnorteada, como sempre foi. Fico perdida e entregue e não consigo coordenar os pensamentos. Definitivamente, não posso vê-lo por um longo tempo.
Minha melhor amiga tornou-se minha inimiga. E o pior, eu ainda a amo. Sinto vontade de me tornar eu também sua inimiga, mas não consigo. Sei que ela me ataca e percebo sua maldade latente, evidente, mas não consigo revidar. E pior, não quero revidar. Não que eu não sinta revolta. Mas o maior sentimento, aquele que domina e predomina é uma profunda decepção. Quanto amor, quanta confiança, quanta pureza e bondade, transformadas e transtornadas numa traição maldosa, numa exposição desnecessária e cruel. O bem para quem age no bem...
Nunca me senti tão sozinha.
E, por incrível que pareça, essa sensação foi e é libertadora.
Mais do que nunca, me sinto livre.
A solidão às vezes dói. A decepção e a saudade tão intimamente ligadas que chegam a parecer um único sentimento me entristecem sempre. A tristeza agora mora em mim. Mas a sua morada toma cada vez menos espaço, menos tempo, menos de mim. Duvido que um dia deixe de morar enquanto houver esse pesar. Mas cada vez menor, a tristeza é algo que me ensina que ninguém é de ninguém e nunca conhecemos o outro, batalhamos a vida toda para conhecermos a nós mesmos e ainda assim às vezes nos surpreendemos com o que somos capazes de fazer.
Eu não morri.
Não vou deixar de viver, nem vou viver pela metade por causa de ninguém. Não mais, nunca mais. Não me importo com o que as pessoas pensam, problema de cada um. Não estou enganando ninguém, nem quero mal a ninguém. Cada um na sua e boa sorte para todos nós.
Sei que sou trouxa. Sou a trouxa. Há muito tempo. E eu não ligo. Não é assim para mim. Não quero ser a esperta, não vejo vantagem. Quando acordo pela manhã e começo meu dia, tenho minha consciência tranquila. Sou ciente e consciente dos meus defeitos, dos meus erros, me arrependo de diversas atitudes, e sei que posso ser uma pessoa melhor a cada dia, mas não posso mudar o que passou e me perdoo, com a verdadeira intenção de não me repetir nos meus erros. Mas de quando fui passada pra trás, ou de quando fiz mais do que devia, de quando ajudei alguém e fui deixada de lado, ou de quando estendi a mão e depois fui empurrada, destas coisas eu não me arrependo. Fiz bem. Me dei mal. Mas o que importa afinal? Pra mim, o que me importa é que eu fiz o bem. É só com isso que tenho que conviver. O mal que recebi, já está aceito e perdoado. É um sentimento muito estranho, mas não ligo. Problema dos outros, não meu, eu não me importo, não mais. Pode ter doído e machucado, mas não sinto mais, não me atinge mais, não mais. Ter cicatrizes nos torna pessoas mais vividas, melhores e capazes.
A vida não me deve nada e eu não devo nada a ela. Só viver.
"Perco pra malandro, perco pra ladrão, perco pra espertinhos e pra espertões, mas a minha sabedoria, essa ninguém me tira."
Raul Seixas.
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QUERIA POSTAR DEPOIS DE COLOCAR UM SISTEMA DE COMENTÁRIOS E UM CONTADOR, MAS ESTOU TENDO DIFICULDADES... PENA...
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postado por: Sandra 09:18
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20.2.09
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Acabo-ouou... A-CA-BOU!
Meu casamento acabou.
A ca bou.
Se dói? Dói.
Se estou feliz? Não, não estou feliz, talvez um pouco aliviada, mas muito triste.
A solidão não me dói.
A ausência me faz uma falta tremenda.
A saudade aperta meu coração.
Mas por que deixar acabar assim, fazer acabar assim, ainda tão cheia de amor, Sandra P?
Porque não posso mais, não consigo mais e, em especial, não quero mais. É muito difícil e não deu mais certo... não deu mais, porque deu certo por tanto tempo (ou eu fiz dar certo por tanto tempo... whatever...) e valeu muito a pena, aprendi muito, gostei muito, amei demais, e curti tudo que há de bom num casamento...
Mas agora acabou... E eu já fiz meu drama pro meu travesseiro, pra minha irmã, pros meus amigos, pro meu ex-marido... agora chega!
É carnaval e eu detesto carnaval e estou sozinha, mas vou sair e viver, porque preciso e o mundo não para de girar por mais que eu queira muito isso.
Às vezes parece até que a gente deu um nó...
Hoje eu quero sair só...
postado por: Sandra 19:57
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